Teaser de “O Fio Das Missangas”

Fique ligado porque a peça inspirada na obra do autor moçambicano Mia Couto fica em cartaz apenas até o dia 28 de agosto!

Veja aqui o teaser do espetáculo:

Segunda Temporada no Galpão do Grupo XIX de Teatro
Rua Cachoeira, 50 (Vila Maria Zélia) – Belém. Tel.: (11) 2081-4647
Estreia: 23/07/2011
Horários: Sábados às 20h e Domingos às 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada)
80 LUGARES
Duração: 90 minutos
Temporada de 23 de julho a 28 de agosto de 2011
Recomendado para maiores de 14 anos
Estacionamento gratuito no local

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Cartaz da segunda temporada

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Nova temporada no Galpão do Grupo XIX de Teatro

Depois de uma bem sucedida temporada no mês de junho na Funarte – Fundação Nacional das Artes – a peça “O Fio das Missangas” prepara-se para uma reestreia em novo endereço. O galpão do Grupo XIX de Teatro, na Vila Maria Zélia, sedia a segunda temporada de 23 de julho a 28 de agosto.

A peça “O Fio das Missangas” é um espetáculo teatral baseado na obra homônima do escritor moçambicano Mia Couto, com dramaturgia e adaptação de Cássio Pires e direção de Bruna Bressani e Pedro Lopes. Este projeto foi contemplado pelo prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2010.

 

 

 

Informações
Segunda Temporada no Galpão do Grupo XIX de Teatro
Rua Cachoeira, 50 (Vila Maria Zélia) – Belém. Tel.: (11) 2081-4647
Estreia: 23/07/2011
Horários: Sábados às 20h e Domingos às 19h
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada)
80 LUGARES
Duração: 90 minutos
Temporada de 23 de julho a 28 de agosto de 2011
Recomendado para maiores de 14 anos
Estacionamento gratuito no local

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Último final de semana na Funarte

A excelente temporada na Funarte está terminando. Se você ainda não viu, aproveite a chance de ir neste final de semana, de sexta a domingo.

“O Fio das Missangas” é um espetáculo teatral adaptado da obra homônima do escritor moçambicano Mia Couto, com dramaturgia e adaptação de Cássio Pires e direção de Bruna Bressani e Pedro Lopes.

FUNARTE – Fundação Nacional de Artes
Alameda Nothmann, 1.058 – Santa Cecília. Tel.: (11) 3662-5177
Horários: sextas e sábados às 21h30 e domingos às 20h30
Temporada de 10 de junho a 03 de julho de 2011
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada)
60 lugares
Duração: 90 minutos
Recomendado para maiores de 14 anos

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Finalmente chega a estreia!

A Equipe da peça “O Fio das Missangas” tem a felicidade de convidá-los a nos assistir nesta rápida temporada que tem início em 10 de junho e termina em 3 de julho. O espetáculo fica em cartaz na Funarte (Alameda Nothmann, 1058) a partir de amanhã, 10/6, sempre de sexta a domingo.

O texto, adaptado da obra homônima do escritor moçambicano Mia Couto e levemente influenciado por Beltold Brecht, é um convite à reflexão de nossas questões existenciais mais sutis. O trabalho, dirigido com leveza e criatividade por Bruna Bressani e Pedro Lopes, seguramente será absorvido pelos olhos e corações dos espectadores mais sensíveis.

No elenco, os jovens e competentes atores brilham em seus personagens. Aline Moreno, Camila Urbano, Pedro Simon, Rafael Melo, Ricardo Oliveira, Tarcila Albuquerque e Thiago Bugallo dão corpo e voz aos personagens intrigantes de Mia Couto.

Não perca!  :)

Serviço

FUNARTE – Fundação Nacional de Artes
Alameda Nothmann, 1.058 – Santa Cecília. Tel.: (11) 3662-5177
Horários: sextas e sábados às 21h30 e domingos às 20h30
Temporada de 10 de junho a 03 de julho de 2011
Ingressos: R$ 20,00 (inteira), R$ 10,00 (meia-entrada)
64 lugares
Duração: 90 minutos
Recomendado para maiores de 14 anos
Twitter: @fiodasmissangas
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Entrevista com o diretor Pedro Lopes

Nesta entrevista, o ator e diretor Pedro Lopes, que dirige o espetáculo em parceria com a também atriz e diretora Bruna Bressani, fala um pouco sobre o surgimento da ideia de adaptar “O Fio das Missangas” para o teatro, os desafios de encarar a função de diretor pela primeira vez e a influência de Brecht na montagem.

Por Susan Souza

 

Como surgiu a ideia de montar a peça “O Fio das Missangas”?

Pedro LopesEm 2009, fiz assistência de direção para o Marco Antonio Rodrigues (um dos fundadores do Grupo Folias D’Arte) num exercício de interpretação que ele dirigiu com alunos da Escola de Teatro Célia Helena em cima dos contos de “O Fio das Missangas”. Desde então, simplesmente me apaixonei pelo texto e comecei a pensar em dirigir um espetáculo profissional inspirado no livro. Contei a ideia para a Bruna, minha parceira do Folias e fã incondicional do trabalho do Mia Couto. Acabamos por fechar uma co-direção da peça, já que eu e ela estávamos com esta ambição de ficar um pouco do lado de fora do palco, estudando a encenação. A partir daí, começamos a nos encontrar para conversar e elaborar conceitualmente as bases do trabalho. Em julho de 2010, o projeto foi contemplado pelo prêmio da FUNARTE Myriam Muniz, o que tornou a montagem financeiramente possível. Foi assim que nasceu e cresceu esta ideia.

Quais são os maiores desafios de dirigir este projeto?

PedroAcho que o maior desafio é, justamente, esta estreia como diretor. Descobrir, na prática, como funciona este ofício, as dosagens e medidas, o trabalho com os atores, a definição de uma linguagem etc. Tudo isso é muito desafiante. Outro desafio que me parece imediato, embora não seja exclusivo deste trabalho, é o fato de estarmos trabalhando com um material literário que, a princípio, não é dramatúrgico: os contos do Mia Couto. Como transformar esta literatura acabada em ação cênica sem abusar demais do recurso narrativo foi bem estimulante. Neste ponto, a ajuda do Cássio Pires e do Jorge Louraço (dramaturgos que adaptaram a obra) foi fundamental.

Conte sobre a influência de Bertold Brecht nesta montagem?

PedroA ideia inicial era ambientar a peça no universo proposto pela peça “Lux in Tenebris”, de Bertold Brecht. Queríamos abordar de forma mais direta a transformação das histórias de vida contadas em “O Fio das Missangas” em produtos vendáveis, coisa que este texto do Brecht nos permitia de forma bem contundente. No decorrer do processo, contudo, percebemos que a alusão direta ao universo do “Lux in Tenebris” acabaria redundando e sublinhando uma temática que já aparecia na encenação e nas propostas dos atores por si só. Optamos então por empurrar o Brecht para um pano de fundo. Ele está lá subentendido, assistindo da coxia, dando palpites e risadas, quase como um orientador-geral da montagem.

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Entrevista com a preparadora corporal Chris Cruz

Em conversa com a preparadora corporal Chris Cruz, descobrimos quais foram os métodos usados para acertar o corpo dos atores para o espetáculo O Fio das Missangas. Jogos, improvisação e exercícios de aprimoramento da consciência corporal foram elementos usados para a orientação do elenco. Confira a entrevista a seguir.

por Susan Souza

Quais foram as linhas de trabalho corporal exploradas para a preparação do elenco de O Fio das Missangas?

Chris Cruz – A linha que segui veio diretamente das experiências e aprendizados que obtive em 10 anos de pesquisa com as linguagens de palhaço, improvisação, dança-teatro e dança contemporânea. Tenho um particular interesse no treinamento do ator oriental, sempre buscando a presença cênica, seja ela na dança, teatro ou performance. Trabalhei bastante a respiração, circulação de energia, jogos, jogo do bastão, escuta, improvisação, ideokinesis imagem/movimento (técnica para aprimorar a postura e os movimentos corporais) a partir da estrutura óssea da coluna, a relação do ator com seu corpo, a relação do ator com o corpo do outro e a relação do ator com o espaço e a composição. Desde o início do processo, alguns procedimentos se repetiram como, por exemplo, a chegada no espaço, o “deitar-se no chão”, o “silenciar-se para se permitir sentir o ambiente”, a limpeza da sala antes de cada ensaio e a prática de ritos tibetanos (trabalho com posturas, respiração e circulação de energia).

Qual foi a preocupação principal para desenvolver corporalmente os atores deste projeto? Levou-se em consideração o clima soturno da peça? O corpo é mais leve ou mais pesado?

Chris Cruz – Minha maior preocupação neste projeto foi aproximar o ator de seu corpo, fazer com que ele estivesse realmente presente a cada momento da preparação corporal para que, no ensaio, o corpo estivesse mais vivo e disponível para o jogo. A princípio, não levei em conta o clima soturno dos contos, porque os atores precisavam de consciência corporal para conseguirem entender o trabalho proposto. Foi o início de um processo individual para a integração do corpo com a mente. Há uma escolha direta da direção a respeito do corpo dos atores, ora mais leve, ora mais pesado. Eu interferi apenas em preparar estes corpos para a cena, seja qual for a escolha da direção. Orientei cada ator a deixar-se levar pelas imagens e o que elas reverberam no corpo, a respirar e deixar que a respiração apoie o movimento e a emoção. Pedi para buscarem o frescor daquelas estórias para que, dessa maneira, quem assistir ao espetáculo seja tocado por aquele momento mágico no qual não se procura esconder nada, ‘‘cada ator é”. Para mim foi uma experiência muito prazerosa de troca e convivência. O resultado final é sempre como um filho que está para nascer, que gera expectativa e felicidade!

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Veja o cartaz virtual da peça!

Arte gráfica: Josefa Pereira

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Entrevista com a figurinista Estela Cassilatti

Veja a seguir a entrevista com a figurinista Estela Cassilatti, responsável pelos figurinos de O Fio das Missangas. Na galeria de imagens, dois rascunhos de modelos usados na peça.

por Susan Souza

Além da própria obra de Mia Couto, quais foram as inspirações que você buscou para criar o figurino deste projeto?

Estela CassilattiA inspiração para esse trabalho foi um pouco em cima do tema “abandono”. No sentido de ser constante abandonarmos nossas idéias, sonhos, opiniões a partir de alguma fatalidade que nos é imposta de uma maneira ou outra. Neste caso, a inspiração veio de personagens de alguns filmes, histórias reais de amigos, pessoas desconhecidas no ônibus e alguns sites na Internet. Então, juntei as minhas impressões dos contos de Mia Couto com a proposta dos diretores de criar um universo em cinzas, mais estas inspirações externas. Coloquei tudo num caldeirão e fervi por alguns dias (risos)!

Qual foi o maior desafio para se construir uma linguagem comum entre a temática da peça e a estética do figurino?

Estela - O maior desafio para mim foi colocar em prática o que idealizei. Os figurinos precisam ser eficientes e práticos, não podem ser apenas um desfile de maravilhas. Eles são os personagens em sua maior expressão. Foi neste ponto que precisei sambar e ser flexível, para que os atores se sentissem à vontade e inteiros em seus papeis.

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Fotos do ensaio geral

Veja algumas fotos do ensaio geral do elenco com figurinos desenhados por Estela Cassilatti, adereços de Marcela Donato e cenografia de Wilson Aguiar.

Créditos: Adriana Cavalheiro

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